nau.se.a.bun.do 1. que causa náuseas; nauseante. 2. que provoca nojo, repugnante.
Andando por aí pela blogosfera, encontrei um texto de uma blogueira chamada Alice. O post dela tinha o título de Nauseabundos. Hum? Quê? Pois é…comecei a leitura pela curiosidade da palavra e de repente me dei conta que estava lendo algo completamente oposto ao que proponho no meu blog.
Ela começa o post dizendo uma coisa que é muito verdade. Todo mundo quer ser jovem! Mas depois começa a desenvolver a idéia de que cada dia que se passa as novas gerações estão cada vez mais nauseantes. E aí deixa rolarem soltas as críticas… Passa pelo sedentarismo, individualismo, falta de compromisso com o próximo, etc. E o pior sabe o que é? Não dá pra fechar os olhos e dizer que Alice está errada. Quase tudo do que diz é verdade! O problema, na minha opinião, é a praga do pessimismo, que faz os jovens criticarem, criticarem e não proporem mudanças.
Acho que o que acontece, Alice, é que a gente vê as coisas acontecerem diferentemente da forma com que aconteciam com nossos pais e acha que isso é uma catástrofe. Claro que muito, com certeza, como você diz, vem de uma inversão de conceitos, de uma perda de valores incalculável. O amor trocado por beijos, a exposição do corpo, a libertinagem, o prazer pelo prazer…Mas achei seu post um tanto saudosista demais sabe? Talvez porque eu ainda conheça e conviva com jovens comprometidos com a sociedade, talvez porque como diz meu amigo Barata, eu viva num mundo pink.
Mas por exemplo: você diz que o jovem não produz na frente de um computador, apenas exercita seu sedentarismo, perde a capacidade de oratória, omite-se perante o mundo. O que temos estudado na comunicação, no entanto, é que a interatividade dos jovens, principalmente, no ambiente online, tem contribuído para uma atuação em rede, para um ativismo político, diferente do que conhecemos, mas com repercussões muito positivas. A internet tem dado voz às minorias ativas, criado opinião e de acordo com algumas correntes teóricas, o debate a a formação de opinião caminham juntos com a formação de uma democracia plena.
Você também diz que o jovem não lê, é cômodo, não se interessa por filosofia. Não acho que é bem assim. As novas tecnologias não estão aí pra substituir as antigas formas de transmissão de conhecimento, mas para complementar, adicionar. Os jovens antes também não gostavam de escrever, hoje a blogosfera é o fenômeno que mais cresce no mundo. Antes era difícil ter acesso à música, hoje um baixa um cd na internet e grava cópias pros amigos. Antes, as discussões sobre Filosofia se limitavam as paredes da sala de aula, hoje as comunidades virtuais podem permitir que você comente sobre o assunto com pessoas do mundo inteiro.
Então, Alice, acho que antes de dizer que causamos nojo, generalizando algo que não é verdade, devemos centrar as nossas críticas nas nossas atitudes que estão erradas. Mas não porque o mundo estaria nos eixando assim, não porque a internet estaria nos individualizando, mas porque o mundo tem nos oferecido novas oportunidades e talvez não estamos sabendo usá-las da melhor forma. Não estamos utilizando as nossas forças para atuar na sociedade em conformidade com o desenvolvimento tecnológico.
Se você não coloca as mãos na terra pra plantar uma árvore, mas pode fazer o pedido a uma ONG online pra que faça por você…é diferente? É. É ruim? Não.
Como sempre escrevi demais…Mas é isso aí…Achei o post dela muito bem escrito, acabei concordando com quase tudo, mas não dava pra deixar de dar a minha opinião.
Pra mim, a juventude não é feia. É uma rosa. E rosas não existem sem espinhos.
Aí é que está. Eu concordo com você em todos os sentidos. O texto que fiz foi com caráter dissertativo, cheio de restrições e com um tema.. Texto de vestibular, mesmo. Se eu citasse tudo de bom que há em um jovem, estaria entrando em contradição, e perderia nota. Pra mim a juventude tanto é uma rosa que meu primeiro pensamento foi “A Flor e a Náusea” invertido (devido ao tema). A flor, no poema, é a esperança, essas coisas. E, pra mim, juventude sempre foi sinonímia de esperança. Como disse, concordo com você, e também convivo com muitos jovens ótimos, que me fazem acreditar que todos temos um valor inestimável! Parabéns pelo post, ele é praticamente tudo o que eu queria falar na redação e não pude! A propósito, como eu faria um texto daqueles se eu sou praticamente o oposto daquilo? Por que generalizaria algo em que não estou inserida?
Adorei a crítica e espero ter sido compreendida… No mais, continuemos fazendo a diferença!
AH! Esqueci de comentar.. a praga da juventude realmente é o pessimismo (e o texto pessimista foi, por si só, uma crítica gigantesca à característica que mais me enoja).
concordo com vc cibele!!
somos rosas!!
mas o fato é que somos filhos de uma sociedade incrédula!
bjuzz
ta show o blog, ci!
meu primeiro comentario!!
Carol!
esse é um bom post, hem…
Malini
mas você poderia colocar uns intertítulos.. e acrescentar uma pesquisa sobre o tema na rede: artigos, depoimentos, vídeos etc…